O PLANETA DAS BARATAS
 
GUERRAS - O ÁPICE DA ESTUPIDEZ HUMANA
 
     
 
Dias atrás fui agraciado, juntamente com minha família, com o diploma de Mensageiro da Paz. A entidade responsável por essa agraciação é a Associação Comercial de São Paulo. Esse prêmio foi idealizado há muitos anos pelo senhor Gaetano Brancati Luigi. A ideia lhe surgiu quando ainda criança, em sua terra natal - Itália -, no meio das agruras da Segunda Guerra Mundial. Como parte desse evento, ergueram-se inúmeros monumentos denominados Marco da Paz em vários países e alguns aqui no Brasil. Em 7 de setembro de 2008, no Tatuapé, levantou-se um na Praça Sílvio Romero, assim como em outros bairros e em muitas cidades do interior paulista.
    Pois bem, após esse esclarecimento, vou aqui discorrer sobre o tema Paz, a meu ver de interesse de todos. Após o final da Segunda Guerra Mundial, um clima de pacificação passou a dominar as populações da maior parte dos países. Os horrores da guerra, com as nações nela envolvidas em frangalhos, com a soma de 50 milhões de mortos, somados ao medo representado pelo uso da primeira bomba atômica, finalmente, parecia levar governantes e governados a um mundo pacífico e amante da paz. No entanto, passados apenas setenta e poucos anos, numa época em que vemos as pessoas emburrecerem e, simultaneamente, subirem ao topo das nações indivíduos insensíveis, que primam pela estupidez, mais uma vez nos vemos diante da possibilidade de uma terceira e derradeira guerra mundial.
    Voltando ao início, não pretendo desmerecer a boa vontade do senhor Gaetano Brancati Luigi, mas creio que imaginar que apenas atos simbólicos vão demover os governantes belicosos e militares de provocarem uma nova guerra é pura e total ingenuidade. Simbolismo não é ação. Ação é levantar os povos de todas as nações, encher todas as praças públicas e mostrar a esses senhores que estamos cansados de guerras e de carnificinas. Fazer com que acabem com a proliferação tanto de armas nucleares como das tradicionais, fazê-los reduzirem seus exércitos, divulgarem e pacificarem os povos, disseminando a paz. Se não nos unirmos e agirmos com firmeza, dia mais dia menos acontecerá essa incalculável tragédia. Não sobrará pedra sobre pedra. A terra será convertida em um horroroso amontoado de ruínas.
    Segundo inúmeros estudiosos, somente uma criatura sobreviveria a essa monstruosa catástrofe: a barata. Sem almejar tal coisa, aleatoriamente, a barata herdaria todo o nosso planeta. E, a meu ver, a terra estaria em boas mãos. Creio que a barata, com seu minúsculo cérebro, teria melhores condições de levar a população de baratas a um destino melhor que aquele traçado pelo homem. Seria a hora e vez do "planeta das baratas".
 
Garoto, com seu boneco, no
meio das ruínas de uma cidade
arrasada pelos bombardeios.
Cenas idênticas a essa
ocorreram em centenas de
cidades européias.
Na Segunda Guerra Mundial,
morreram, segundo algumas estatísticas, aproximadamente
15 milhões de soldados e
45 milhões de civis. Devem ser
somados a esses números os
milhares indivíduos mutilados.
Ao terminar a Segunda Guerra
Mundial esse era o aspecto
Berlim. A maioria das cidades
da Europa apresentavam um
cenário semelhante.
A reconstrução, aos valores
atuais, custou centenas de
bilhões de dólares.
 
 
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